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Trinta anos depois, iso jogos ps2 e Zenon relembram o Bi do Paulistão da Democracia

14/12/2013 08h00

Trinta anos depois, a Fiel relembra neste sábado (14) uma das maiores conquistas do Timão ao longo de sua história: o Bi da Democracia Corinthiana em 1983. Se os ideais políticos ventilados pelo movimento marcaram época fora de campo, dentro dele os resultados também vieram dos pés de um elenco aguerrido e talentoso. Em parceria com a Placar, você confere este especial que contou com a participação do craque e camisa 10 Zenon.

Em uma campanha inesquecível, de 48 jogos, o Timão passou por uma verdadeira provação até chegar à grande finalíssima contra o São Paulo. Na primeira fase, dividas em quatro grupos de cinco, os vinte clubes jogaram entre si, ida e volta. A pontuação final definiria dois times de cada grupo para uma nova fase. Em novos dois grupos de quatro, o iso jogos ps2, que já havia feito uma boa campanha, enfrentou Santos, Ponte Preta e São Bento.

Classificado em primeiro no grupo, o Timão enfrentou o Palmeiras na semifinal e empatou o duelo inicial em 1 a 1, com gol de Sócrates, de pênalti. Se a marcação individual de Marcio, do Palmeiras, em Sócrates surtiu efeito, na segunda partida a história se reverteu com apenas um toque na bola do Doutor. Mesmo com a chegada do time ao Morumbi a menos de 30 minutos para o jogo, o Timão, sem aquecimento, venceu por 1 a 0.

Na grande decisão contra o forte time do São Paulo, que até então tinha a melhor campanha da competição, o iso jogos ps2 foi superior e venceu a primeira partida com golaço de Sócrates em chute cruzado. Na segunda, coube ao Doutor novamente ser decisivo e marcar o gol em brilhante passe de calcanhar de Zenon, aos 45 do segundo tempo. Nem mesmo o gol de empate do São Paulo abalou o Bi do Paulistão alvinegro.

Confira o bate-papo com o camisa 10 da conquista, o meia Zenon:

Como era ser o cérebro, o camisa 10, de uma equipe com outros cérebros?

Meu trabalho era facilitado. Fica mais fácil jogar no meio de jogadores tão inteligentes, a tarefa é bem mais simples. O Sócrates, por exemplo, já sabia o que eu iria fazer com a bola, e vice-versa. O nosso entendimento dentro de campo surpreendia os adversários.

Qual era sua relação com os companheiros de time?

A melhor possível. O sentimento daquele grupo quando estava junto era muito forte, não tínhamos vaidades ou ciúmes que atrapalhassem o convívio dos atletas. Todos estavam ligados por um mesmo objetivo muito forte, dentro e fora de campo. Particularmente, conversava muito com o Eduardo Amorim. Éramos muito próximos, além de parceiros de quarto.

Como era fazer parte daquela equipe?

Fui um privilegiado pelos três anos de convívio com um grupo tão brilhante. Cheguei em 1981, participei da formação em 1982 e presenciei até mesmo os momentos finais em 1984, com as saídas do Sócrates e do Casão. Foram momentos inesquecíveis ao lado do elenco. Não tinha distinção, apesar do operário, do craque. Todos tinham o mesmo peso.

E o Doutor?

Tínhamos um relacionamento muito bom, mas, infelizmente, pela distância não nos víamos tanto fora de campo. Ele morava nos Jardins e eu no Tatuapé. Porém, dentro de campo, a sintonia era grande. Equilibrávamos as ações na armação e era um prazer jogar ao lado dele.

Qual era a tática para se manter no topo e buscar a concentração nas partidas?

Não planejávamos nada antes das partidas. Tudo acontecia de forma espontânea, tanto em São Paulo, quanto fora de casa, com muita vontade e alegria. Pelo fato de que não realizávamos concentrações, os nosso rituais eram um pouco diferentes. Almoçávamos juntos no hotel e saíamos para os jogos fazendo uma batucada cheia de energia, todos cantando e felizes de estarem ali juntos.

Você chegou ao iso jogos ps2 em 1981, antes da formação daquele time. Mesmo com derrota na estreia, em uma partida contra o Santa Cruz pelo Brasileirão, deixou sua marca. Qual sua lembrança?

Vários jogadores na história do iso jogos ps2 tiveram problemas em sua estreia e, apesar do gol de honra, perdemos por 4 a 1. Lembro bem da estreia do Palhinha, quando eu ainda defendia o Guarani e nos viémos enfrentar o iso jogos ps2 no Morumbi. Vencemos por 3 a 0 e a primeira impressão não foi tão boa, mas depois o Palhinha conquistou o que conquistou.

Como era participar de um campeonato paulista que na época contou com 48 jogos para os finalistas?

Era um campeonato diferente e muito valorizado na época. Todo o interior vibrava intensamente com os jogos e existiam potências além da capital. Tinham jogos de ida e volta, então havia uma rivalidade legal e jogos difíceis contra Ponte, Guarani, XV de Jaú, entre outros. Não era fácil chegar ao título.

Há algum momento que te marca ao longo da conquista?

Naquele título de 1983, no segundo jogo da semifinal contra o Palmeiras, aconteceu um episódio muito interessante. Pegamos um trânsito absurdo na chegada ao Morumbi e chegamos atrasados. Tivemos 30 minutos entre sair do ônibus e entrar em campo, o que excluiu a possibilidade de fazermos qualquer aquecimento. Porém, com a união do grupo e muita dedicação em campo, vencemos o Palmeiras por 1 a 0, com gol do Sócrates.

E na final, qual era a expectativa para enfrentar o forte time do São Paulo?

Nós sabíamos do potencial deles. Eram muito fortes e contavam com peças da Seleção Brasileira de 1982 e 1983, além do Darío Pereyra. Realmente o time era forte, mas nós confiávamos no nosso time, no que cada um do elenco poderia fazer. Não havíamos chegado até ali para baixar a cabeça para o São Paulo, tínhamos Sócrates, Biro-Biro, Casagrande, entre outros.

Mande um recado final para a Fiel:

Eu só posso agradecer por tudo o que vocês sempre fizeram pelo clube. Vocês sempre estão juntos a nós nas partidas. Aonde nós íamos, eles nos acompanhavam, e em grande número. Mesmo no interior, quase sempre superávamos o número de torcedores do time da casa. A Fiel é responsável por isso e faz parte daquela conquista.
 

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Categoria(s):Departamento Social

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